quinta-feira, 8 de setembro de 2011

LaR DOCE LaR

Como é bom ter o nosso cantinho!!!
     Já fazia um tempo que eu tinha o desejo de sair "debaixo das asas" dos meus pais, e ter uma vida mais independente. Confesso que não é fácil deixar a zona de conforto, onde se tem roupas limpas e casa arrumada de graça, além do prazer de abrir a geladeira e os armários e dar de cara com gostosuras (afinal, morar num local com criança dá nisso - danones, bolachas, cereais de chocolate...hummm!) sem que nada disso pesasse no meu bolso; só na balança...rs! Sem contar a companhia constante de pessoas que amamos e da "figura" da cachorrinha de estimção.
     No entanto, apesar da falta de todos esses detalhes no dia a dia, é impressionante o quanto amadurecemos quando precisamos caminhar resolvendo nossos próprios problemas, pois isso envolve planejamento de tempo, dinheiro e, claro, significa saber priorizar as coisas. Ou alguma mulher já sabe como não se frustrar ao ter que abrir mão daquele vestidinho lindo da vitrine em função da geladeira nova e tantas outras coisinhas que precisamos ter logo de cara???
     Compensa? SIIIIM!!!!
     Se fosse para dar um conselho, eu diria que vale a pena SIM buscar essa independência! Até o nosso lado emocional pode ficar mais saudável quando aprendemos o valor que nossa família tem a medida que a distância (mesmo que dentro da mesma cidade) coloca os limites corretos em relação à privacidade, gerando o respeito na medida certa. O amor de nossos pais é inquestionável, mas o excesso de cuidado pode ser prejudicial quando eles não enxergam que estamos crescendo e precisamos aprender a resolver nossos problemas sem que eles queiram intervir. E daí, mais um detalhe se torna valioso: o conselho. Olhar nossos pais como seres humanos com experiência é outro fato marcante quando buscamos nosso cantinho! E é imensamente gostoso ir "na casa deles" pelo simples prazer da companhia, da conversa jogada fora que, quando se mora junto, pode se tornar banalizada pelo próprio peso da rotina.
     E a aventura de ter que lidar com uma barata horrorosa sozinha? De furar as paredes sem medo? De receber pessoas queridas quando se quer?
     Ah, a solidão... E quem precisa estar só para sentir solidão? Conheço muitas pessoas que mesmo que estivessem em meio a uma multidão, ainda seriam sozinhas, pois o que define a solidão não é a companhia, mas o egoísmo.
     E, a cada dia, vou redescobrindo os prazeres de chegar em casa e cuidar das plantas, de colocar roupa pra lavar e deixar o cheirinho do sabão em pó no ar, de acordar cedinho e fazer o café, de arrumar as coisas não pela obrigação - mas pelo prazer de morar num local organizado com  a "minha cara". Enfim, de desfrutar do meu LAR DOCE LAR!!!

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