Para as pessoas da minha geração, que tiveram o ápice de sua infância entre os anos 1980 e 1990, a questão do bullying não é realmente uma novidade, apenas a forma como é tratado hoje nas escolas é que se diferencia daqueles anos. Crescemos lendo gibis da Turma da Mônica, onde os personagens Cebolinha, Cascão e todos os outros meninos do “bairro do Limoeiro” viviam como se fosse para irritar a menininha do vestido vermelho, “gorducha e dentuça”. Confesso que nunca me conscientizei dos possíveis traumas que isso poderia causar, pois para nós – crianças da época – a Mônica era a heroína e não se sentia afetada com os xingamentos ao ponto de se deprimir ou se isolar. No entanto, suas reações sim eram nosso exemplo, pois a agressão aos meninos-personagens com o coelhinho “Sansão” demonstrava como poderíamos lidar com questões como aquelas. Confesso que, enquanto criança, resolvi muitos problemas assim!
Hoje, vendo toda a discussão sobre a prática de bullying e muitas vezes mediando algumas situações na escola, fico me perguntando se há certo exagero no tratamento sem consciência sobre o assunto, pois vejo que já se tornou cansativo e cheio de vícios entre professores e alunos. Não me parece que o excesso de informações tenha sido o suficiente, pois todos sabem o que é bullying e as causas e conseqüências que o envolvem. O que falta é, de fato, a ‘criação de um ambiente de confiança, solidário e ético na escola’, como cita a profa. Kátia Pupo, mestre pela USP no assunto.
E, infelizmente, o “como” criar esse ambiente ainda não está nos gibis...

2 comentários:
Show....lobinha....infelizmente está ocorrendo uma banalização sobre o assunto....também!!!! Parabéns pelo blog!!!
Bjos!!!!!
Olá.
Parabéns pelo blog.
Adorei o post,se quiser divulgação é só passar no blog Teia.
Até mais
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