DESPRENDER...
Mais uma palavra que não me sai da cabeça! Se eu fosse resumir meu 2011, a palavra escolhida seria essa: DESPRENDIMENTO.
Não que tenha sido fácil; pelo contrário, foi um ano cheio de desafios e tomadas de decisões importantes nas mais diversas áreas da vida. E, claro, muito aprendizado tive como resultado!
Aprendi que desprender-se, em todos os sentidos, vale a pena. Enquanto nos apegamos às coisas, pessoas, cargos, sonhos, ficamos limitados em nossos próprios pensamentos, quase que cegos, incapazes de enxergar o que pode estar além.
Para alguns, pode parecer loucura quando me refiro ao desprendimento de pessoas e, confesso, para mim também era, até perceber que quando permitimos pessoas passarem pelas nossas vidas e irem embora, aprendemos na medida certa que a convivência era necessária naquele momento para crescermos em alguma área de nossas vidas e, da mesma forma, ensinamos algo a tais pessoas (espero!!!). Se quando elas forem embora não nos desprendermos de sua presença, elas se tornam como fantasmas assombrando um espaço de nossa mente que ficará presa ao passado. E quem consegue seguir em frente, se estiver preso ao passado? Ao invés de pensar que "recordar é viver", preferi pensar em "recordar para aprender". E, graças ao Senhor do tempo, já posso rir das recordações!
Na vida profissional, mais desprendimento: quanto mais nos seguramos em nossa própria capacidade, mais corremos o risco de crescermos... SOZINHOS! Sou grata a cada uma das pessoas que "afiou o ferro" junto comigo, pois me ajudaram a encarar o óbvio: nasci para ser educadora e pronto! Nem sempre um cargo de maior remuneração significará maior felicidade. E, ao contrário do que muitos julgam, retroceder em algo não é sinônimo de covardia, mas coragem em assumir o que se ama fazer, o que te faz feliz, o que te faz terminar o dia com um cansaço imenso, mas com a indescritível sensação de ter feito a diferença na vida de alguém, mesmo que seja 1 entre 45!
Juntar tesouros também nunca foi minha especialidade. Prefiro compartilhar a vida, pura e simples como foi feita para acontecer. Se não sei até quando isso será possível, por que me apegar em coisas? Ganhei presentes lindos, caros. Mas nenhum tem o valor da amizade que permanece além do presente. Pena que as pessoas ainda não entenderam isso e pensam que um objeto poderá substituir sua presença, seu sorriso.
Confuso, não? Haja livro de auto-ajuda e terapia para dar conta de tudo isso. Mas como eu, como sempre, prefiro simplificar, faço uso da oração por aqueles que mesmo vivos se foram, e deposito meus sonhos nas mãos de Quem sabe o que faz. E a vida continua seguindo. Quem se desprende, se liberta. Porque para mim, melhor que o passarinho na gaiola cantando, é poder apreciar a orquestra de todos os que que livre ficaram!


